quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

WWOOF Portugal

A WWOOF é um programa de intercâmbio. Em troca de ajuda voluntária, as quintas WWOOF oferecem comida, alojamento e oportunidade para conhecer estilos de vida naturais.

As associações WWOOF fazem a ligação entre as pessoas que querem ser voluntárias (WWOOFers) em quintas de agricultura biológica ou em pequenas propriedades (quintas WWOOF) que estão à procura da ajuda de voluntários.






Como é que a WWOOF começou?
Inicialmente designada por Working Weekends on Organic Farms (Fins-de-semana de Trabalho em Quintas de Agricultura Biológica), a WWOOF teve início no Outono de 1971, em Inglaterra, quando Sue Coppard, uma secretária de Londres, tomou consciência da necessidade de proporcionar acesso ao campo a pessoas como ela que, de outro modo, não tinham os meios ou a oportunidade de o fazer e que queriam apoiar o movimento da agricultura biológica. A ideia dela teve a sua concretização numa experiência-piloto durante um fim-de-semana de trabalho que ela organizou para quatro pessoas na quinta biodinâmica do Emerson College, no Sussex, através de um contacto na Soil Association (Associação Inglesa de Agricultura Biológica). Esse fim-de-semana foi um enorme sucesso e, muito rapidamente, ganhou um movimento imparável. Em pouco tempo surgiram mais agricultores/as dedicados à agricultura biológica e pequenos proprietários interessados em aceitar pessoas que queriam trabalhar como voluntários (WWOOFers). Parecia haver muitas pessoas à espera de uma oportunidade para trabalhar no campo aos fins-de-semana. Donos de quintas e voluntários fizeram novos amigos e desfrutaram da experiência de trabalhar em comum numa troca de ajuda e de conhecimentos.

Quando surgiu a procura para períodos de permanência maiores, o nome foi alterado para WILLING WORKERS ON ORGANIC FARMS (Voluntários em Quintas Biológica). Desde essa altura, reconhecendo a natureza mundial da organização e a confusão com trabalhadores migrantes, que não é de todo o que os WWOOFers são, provocada pela palavra “trabalho”, WWOOF agora significa WORLD WIDE OPPORTUNITIES on ORGANIC FARMS (Oportunidades à Escala Mundial em Quintas Biológicas).

A WWOOF UK desenvolveu-se muito rapidamente e a associação adaptou os seus procedimentos para satisfazer as necessidades dos voluntários (WWOOFers) e dos donos das quintas. Trata-se de uma organização flexível e adaptável que continua a tirar partido do contributo entusiástico dos seus/suas associados, incentivando as suas ofertas de ajuda e as suas sugestões. Todas as sugestões são ouvidas e discutidas e muitas delas são mplemenadas. O aperfeiçoamento constante constitui, sem dúvida, o etos da WWOOF.

Actualmente, existem associações WWOOF autónomas em muitos países, que têm as suas formas próprias de se organizarem mas que, basicamente, cobram quotas idênticas aos associados, publicam uma lista das quintas aderentes e boletins informativos. As quintas aderentes em países que não dispõem de grupos nacionais estão listadas na WWOOF Independents, que é administrada conjuntamente com a WWOOF UK. A lista da WWOOF Independents está disponível na internet e em formato papel. Na verdade, o âmbito geográfico da associação é de tal modo global que é provável que o Sol nunca se ponha na WWOOF.

Em 2000 realizou-se a primeira conferência Internacional da WWOOF, com representantes de 15 países. Foi decidida a constituição da Associação Internacional WWOOF para procurar estabelecer orientações sobre o que significa ser voluntário (WWOOFer), ser uma quinta WWOOF e fazer WWOOF. Incentivar e apoiar as associações WWOOF que estão a surgir nos países em desenvolvimento também é um dos seus objectivos. Recentemente, foram constituídas a WWOOF Turquia, a WWOOF República Checa, a WWOOF Eslovénia e a WWOOF México. Quando o nome foi inocentemente criado em 1971, não se podia ter imaginado que a palavra “trabalho” iria causar problemas sérios com as autoridades de imigração, que, nalguns países, consideram a WWOOF como uma organização de trabalhadores migrantes clandestinos. Ao partilhar experiências com as associações de países que conseguiram negociar o reconhecimento da WWOOF como uma autêntica experiência de intercâmbio cultural e de experiências, as associações nacionais que ainda têm problemas com isso esperam conseguir alterar a atitude dos seus governos.

A WWOOF actualmente também é reconhecida como tendo um importante contributo a dar no universo mais amplo do movimento biológico, já que proporciona a cada vez mais pessoas o contacto directo com os produtores/as de agricultura biológica, quer a nível individual, quer através de outras organizações que estão a tentar influenciar as políticas e a procura dos consumidores. Através dos seus boletins informativos, as associações WWOOF informam os associados das novidades, perspectivas, empregos e formação no mundo ligado à agricultura biológica.

A WWOOF continua a crescer e “fazer wwoof” já teve direito a entrar nas várias línguas.

A WWOOF demonstra o que é que pode ser alcançado através da cooperação genuinamente democrática e tem uma quota suficientemente baixa para garantir a inclusão de qualquer pessoa que pretenda aderir. Os WWOOFers já deram milhares de horas de ajuda aos/às produtores/as de agricultura biológica e os donos das quintas WWOOF deram o seu contributo em tempo e experiência aos WWOOFers e abriram a porta a uma forma de viver a vida que mudou substancialmente a vida de muitas pessoas.

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